É com imenso prazer que voltamos ao blog para anunciar nossas próximas apresentações que acontecerão nos dias 16 e 30 de julho no Café Concerto Uranus, que está localizado à Rua Doutor Carvalho de Mendonça, 40 – Barra Funda. Contamos com a presença de todos, acima está o flyer de divulgação, caso queira colocar seu nome na lista podem ligar nos telefones acima ou enviar um email para luiza@b2producoes.com.br.
Um grande Salve para todos!!!! Aqui ao lado ---------------------------------------------->>> temos muitas fotos da nossa apresentação ontem na MOSTRA DE DANÇA DE MONTE AZUL, e também fotos da nossa roda de Dança e Percussão de setembro (27/09). Lembrando que a nossa próxima Roda de Dança e Percussão será no dia 25/10, contamos com a sua presença para conhecer um pouco mais sobre a cultura mandingue. Até mais!
Vamos começar nossos textos a respeito da cultura mandingue, falando de uma das mais importantes (se não a mais importante) funções na cultura Mandingue: o Griot, ou Djéli.
Quem é o Griot?
Os griots caracterizam uma série de funções importantíssimas na cultura Mandingue, como preservação da história e do conhecimento mandingue atrás da via oral, participações por meio de sua habilidade com as palavras em casamentos, funeirais, iniciações, disseminação da história política e social mandingue, mediação (e muitas vezes resolução) de relações pessoais de diversos tipos. É muito conhecido principalmente por contar histórias, cantando e tocando, ou só por canto. Tem extremo conhecimento musical. Faz parte de uma classificação de profissões muito importantes na cultura mandingue, como os Garanke (que trabalham com couro), os Numu(ferreiros - que falaremos mais adiante), e os Fune ou Fina (religiosos especializados no alcorão). Uma das grandes habilidades de um griot diz respeito também à genealogia, de eles mesmos, e de famílias da aldeia. A formação de um griot é realizada de forma hereditária, onde um griot é formado após anos e anos de estudo oral. A família que mais mantém a tradição griot é a família KOYATÉ, cujo primeiro griot foi BALLA FASEKE KOUYATÉ, o griot guardião do balafon de Soumauro Kante (sobre esse assunto falaremos também mais adiante).Possui uma memória de poder imensurável, e são verdadeiras "enciclopédias ambulantes". Também existem mulheres griots, chamadas de Djelimusso, que possuem a enorme habilidade do canto e também recitam.
A música dos griots
A música de um griot é feita na forma de canto, ou de discurso, onde se fala sobre genealogias, sabedoria em geral ou história mandingue. Os Griots tocam vários instrumentos, mas geralmente são vistos em suas performances tocando balafon, kora, ou ngoni.
KORA
BALAFON
N'GONI
Geralmente são tocadas melodias muito ricas, enquanto se canta/recita as palavras. As mulheres (Djelimusso) tocam o karignan :
KARIGNAN
Atualmente, os griots saíram de sua região e estão em diversos lugares do mundo, cumprindo sua missão. Em festivais de música, faculdades, ou em quaisquer lugares nos quais sua presença e suas palavras forem solicitadas. A cultura griot adentrou também a música popular, onde sua "forma musical" é usada por artistas contemporâneos, como o excepcional guitarrista Ali Farka Toure. O Griot é uma figura respeitadíssima na cultura mandingue, com sua sabedoria milenar, passada através dos tempos, onde "a palavra possui respiração". Abaixo, selecionamos alguns vídeos sobre os griots, com suas performances.
No próximo post, falaremos sobre a história do BALAFON, um instrumento fascinante. Até a próxima!
Inicialmente, gostaríamos de agradecer a grande parceria com o Rapper Raphão (http://www.myspace.com/raphao), que junto com a Galera da Cabeça Preta de Sto André, leva nosso nome à todos os lugares onde passa, sempre juntos na parceria. Gostaríamos de parabenizar também Raphão pelo lançamento de seu EP "Amostra", material de muita qualidade no Rap Nacional. Confiram aqui!
No dia 19 de Setembro estaremos no evento de lançamento desse EP, no Ação Educativa, perto do metrô República, e (com muita honra) ao lado de convidados como Cuti, Allan da Rosa, Elizandra, Akins kinte, Audácia, e muito mais. Compareça!
Isso mesmo! Começa dia 30, e será realizada todo último sábado do mês, às 18:30 hrs, uma roda de Djembê e dança Mandingue, onde vc poderá comparecer para tocar e/ou dançar, na casa de Cultura do Butantã.
Se você é percussionista e tem interesse em tocar djembê compareça! Se você é dançarino e gosta de aprender, compareça! Se você é pesquisador, e gostaria de conhecer, um pouco mais a respeito da cultura da dança e percussão africana, compareça! Se você não é nada disso e tem curiosidade, compareça!!!! Com certeza você gostará de participar dessa interação e energia!
As fotos da nossa apresentação no Centenário do Poeta Solano Trindade, em Embú das Artes, se encontram aqui ao lado ------------------------------------------->>>
16/07/2009 - "VOZES DO OESTE" - BALLET AFRO KOTEBAN NO CAFE URANUS
Local: Café Concerto Uranus Rua Doutor Carvalho de Mendonça, 40 – Barra Funda. 21:30 hrs Com nome na lista e flyer - R$ 15,00 Sem nome na lista nem flyer- R$ 30,00
16/07/2009 - "VOZES DO OESTE" - BALLET AFRO KOTEBAN NO CAFE URANUS
Local: Café Concerto Uranus Rua Doutor Carvalho de Mendonça, 40 – Barra Funda. 21:30 hrs Com nome na lista e flyer - R$ 15,00 Sem nome na lista nem flyer- R$ 30,00
25/07/2009 - RODA DE PERCUSSÃO E DANÇA MANDINGUE
Local: Casa de Cultura do Butantã Av. Junta Mizumoto, 13 – Jd.Peri Peri – 3742-6218 São Paulo - S.P. 18:30 às 22 hrs - Entrada FRANCA